O que é, na prática

É o documento que protege os dois lados: a empresa sabe o que vai receber, quando e por quanto; o fornecedor sabe o que precisa entregar e como será avaliado. Sem ele, "não era isso que eu pedi" e "isso não estava no escopo" viram o dia a dia.

O que precisa estar escrito

  • Escopo por módulo/fase, com o que está e o que não está incluído.
  • Prazo por fase e o que acontece em caso de atraso (de qualquer lado).
  • Investimento e forma de pagamento (por marco, por fase).
  • Critérios de aceite e processo de homologação.
  • Propriedade do código, do banco de dados e dos dados.
  • Garantia: prazo para correção de defeitos após o aceite.
  • Suporte e manutenção pós-entrega, com SLA.
  • Confidencialidade e LGPD.
  • Saída: como a empresa leva o sistema e os dados se encerrar a relação.

Sinais de alerta

  • Escopo em uma linha.
  • "Propriedade do código permanece com o fornecedor."
  • Sem cláusula de exportação de dados.
  • Pagamento 100% antecipado sem marcos.
  • Manutenção obrigatória e sem prazo de saída.

Como a DAS contrata

Escopo por módulo, pagamento por marco, homologação objetiva, código e dados de propriedade do cliente, e manutenção opcional com SLA definido. Transparência é parte do produto.

Dúvidas comuns sobre Contrato de desenvolvimento de software

O que mais gera problema em contratos de software?

Escopo vago ('sistema de gestão completo') e propriedade indefinida. Os dois geram disputa. Exija escopo por módulo com critérios de aceite e cláusula clara de propriedade.

Preciso de advogado?

Para projetos relevantes, vale a revisão. Mas os pontos críticos são de negócio, não jurídicos: escopo, aceite, propriedade, dados e saída.